terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Estudo da Coppe-UFRJ torna mais precisas previsões de cheias de rios da Amazônia

Estudo da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) torna mais precisas as previsões de cheias e vazões de rios da Amazônia. O trabalho, baseado em uma tese de doutorado, defendida pelo engenheiro brasileiro Augusto Cesar Vieira Getirana, foi feito em parceria com a Universidade Paul Sabatier/Toulouse 3, da França, que desenvolve projetos na Amazônia há mais de 20 anos. A tese de Getirana recebeu o Grande Premio Capes de Tese 2010 e deu ao engenheiro brasileiro a oportunidade de ser selecionado pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), onde desenvolve projeto na Divisão de Hidrologia.

O professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe, Otto Corrêa Rotunno Filho, um dos coordenadores do estudo, informou que a metodologia destacou dados altimétricos, que medem o nível de água no rio, obtidos por meio de satélite, integrando essas tecnologias a dados das estações hidrológicas físicas instaladas no local. 

“Esses novos dados altimétricos permitem ter agora estações virtuais, mensuradas por satélite. Eles permitem que se tenha uma coletânea de dados ao longo do curso de água”, disse Rotuno Filho. Ele lembrou, entretanto, que essa rede complementar não anula a importância dos pontos observados pelos hidrometristas, os especialistas de nível médio das estações físicas que vão a campo e leem os dados de vazão dos rios. 

“As estações por satélite complementam essa rede de monitoramento que existe na Amazônia e que é bastante escassa, pela dimensão da região e pela logística de acesso aos pontos de coleta de dados. Tudo isso faz com que o satélite tenha hoje um papel muito importante para complementar essa informação mais localizada. Tem uma natureza espacial”, disse Rotunno Filho. Isso confere uma frequência de observação no espaço bem maior. (Portal ORM)

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