Ao contrário das economias da Europa e dos Estados Unidos, assoladas por uma crise preocupante, o Brasil continua na trilha do crescimento sustentável, com base em um modelo que prioriza a geração de empregos e renda e promoção da justiça social. As notícias são animadoras, num momento de incertezas em vários países do mundo.
Os dados sobre geração de emprego, por exemplo, evidenciam a importância que o PT dá aos trabalhadores. O Brasil gerou 2,242 milhões de empregos formais no ano passado, a terceira maior geração de empregos de toda a série histórica iniciada em1985, sendo menor apenas que os saldos ocorridos em 2010 (2,861 milhões) e em 2007 (2,452 milhões), conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A cifra deixa patente que estamos na contramão de outros países que enfrentam, desde 2008, taxas recordes de desemprego.
É alentador perceber que o conjunto de medidas para estimulo ao crescimento econômico tomadas pelo governo Dilma Rousseff leva o País a um processo de reaquecimento, retomando um crescimento anualizado entre 4% e 5% já neste segundo semestre. Os indicadores mostram a superação do baixo índice de atividade ocorrido no segundo trimestre deste ano, em razão da combinação de medidas adotadas pelo próprio governo para conter a inflação e o superaquecimento da economia e enfrentar a crise internacional.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que o Brasil tem condições de acelerar o crescimento, mesmo em um cenário adverso, porque conta com fundamentos sólidos, estabilidade política e jurídica, solidez financeira, um grande potencial energético com o pré-sal, grande dinamismo do mercado interno e eficiência na produção de commodities, uma grande vantagem, desde que bem administrada.
INVESTIMENTOS - Essas condições objetivas mostram que o crescimento brasileiro não se sustenta apenas no consumo, como a oposição e “analistas” conservadores insistem em martelar na mídia aliada aos neoliberais e reprodutora de teses que a realidade já mostrou superadas. Segundo Mantega, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aumentou sua participação como proporção do PIB, enquanto o consumo das famílias, pelo contrário, perdeu participação desde 2001. Nos últimos dez anos o investimento no Brasil cresceu a uma taxa anualizada de 8,6.
O modelo do PT e aliados reforçou o papel do Estado, para estimular a economia, reforçar a soberania nacional e , ao mesmo tempo, promover o combate às históricas diferenças regionais e sociais. O Brasil vem fazendo uma política fiscal anticíclica desde 2008, com medidas como a implementação do Minha Casa, Minha Vida , que se somou ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outras iniciativas de estimulo à economia, com ênfase na construção civil e ao reforço do mercado interno. O País tem grande volume de investimentos em petróleo e gás, já que a Petrobras tem o maior plano de negócios do mundo. Até o meio do ano foram mais de R$ 40 bilhões, independentemente da crise internacional. O Brasil tem também programas de concessão de investimentos em infraestrutura para a iniciativa privada.
A proposta orçamentária para 2013 enviada pelo governo ao Congresso reforça o otimismo. Tem a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano em 4,5%, uma inflação de 4,5% e incluiu a possibilidade de desconto de R$ 25 bilhões da meta de superávit primário do governo federal. A estimativa de crescimento de 4,5% da economia em 2013 poderá ser concretizada com as ações e programas que foram definidos no Orçamento de 2013, entre eles as desonerações tributárias e o aumento dos investimentos públicos. A proposta preserva os investimentos públicos e sinaliza claramente para o setor produtivo, empresários e microempreendedores que o País vai continuar crescendo.
Alguns números demonstram como haverá ampliação dos investimentos em áreas prioritárias. A Saúde receberá R$ 79,3 bilhões (10,7% mais do que em 2012); Educação, R$ 38 bilhões (+14,4%); e o Brasil Sem Miséria, com R$ 29,9 bilhões (+16,3%). Em 2013, o salário mínimo será de R$ 670,95, aumento de 7,9%. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo o Minha Casa, Minha Vida, terá 52,2 bilhões (+22,8%) do orçamento, porém, o total destinado ao PAC para 2013 é de R$ 126,3 bilhões, somando recursos de seguridade e estatais. O Orçamento de Investimentos alcançará o volume de 186,9 bilhões, crescimento de 8,9% acima de 2012.
Estamos construindo um novo país, num círculo virtuoso dinâmico: aumentos reais de salários, atualização tecnológica, por iniciativa das empresas e com estimulo do governo, aumento da produtividade, ampliação de nosso mercado interno, políticas públicas em diferentes campos para a promoção da justiça social.
Nosso governo tem enfrentado problemas estruturais que há décadas tornaram-se fatores impeditivos ao aumento de nossa competitividade. Vamos avançar na área, aumentando a competitividade de nossos produtos no mercado internacional e, também, barateando custos, para beneficiar o consumidor brasileiro. Um novo modelo de concessão para expandir e melhorar estradas e ferrovias já foi anunciado, e vêm mais medidas para melhorar e reforçar o funcionamento de nossos portos e aeroportos.
Há uma infinidade de ações que têm dado outra feição ao Brasil, que passou a ter, de fato, um papel de global player. Desde 2003 temos criado oportunidades para que o desenvolvimento econômico e social do País se eleve a um outro patamar, construindo as bases para uma sociedade moderna, democrática, justa, igualitária e rica. (Jilmar Tatto é deputado federal, líder do partido na Câmara)
Nenhum comentário:
Postar um comentário