Neste novo momento histórico em que se inicia ou reinicia o debate pela criação de novos Estados brasileiros, a partir do reordenamento territorial do Pará; o que menos ajuda são as posições radicalizadas ou de deboche. O debate do Não e Não contra o Sim e Sim, já passou. Democraticamente, o território atual do Estado do Pará foi mantido na sua integralidade, como definiu o plebiscito.
Mas, como os Belenenses inteligentes sabem, as fontes que fomentam o clamor pela redivisão do Estado continuam intactas, não foram demolidas e nem se quer enfraquecidas com o resultado do plebiscito. Questões como a distância geográfica entre a capital e o interior, a necessidade de grandes investimentos nas regiões mais distantes, a necessidade de desafogar a pressão de reivindicações do interior sobre Belém; entre outras; demonstram a necessidade de continuidade do debate. Tal debate, entretanto, ao meu ver deve ser reiniciado em outras bases, sem a emotividade tão latente que tomou conta do processo do plebiscito.
Na minha opinião, o melhor agora é reunir gente boa de Belém com boas equipes do Oeste e do Sul/Sudeste paraense para, a partir de uma grande Mesa de Negociações, formular e apresentar à sociedade paraense, uma nova proposta para um Novo Reordenamento do nosso Território. Penso que o eixo deste novo debate deve ser a busca conjunta da viabilidade de desenvolvimento sócio-econômico das três grandes regiões que compõe o Estado. E a partir deste prisma, formular os novos Mapas Territoriais e as novas estratégias.
O PT que ficou dividido (como todos os demais partidos) frente ao debate plebiscitário, agora se unifica em torno de um novo debate. A hora é de negociação, para o bem de todos os paraenses. (Comentário feito por Pedro Peloso no Blog do Jeso, a respeito de Post do deputado Airton Faleiro)
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