Os rodoviários de Belém decidem hoje se haverá paralisação de ônibus a partir de amanhã. No início da tarde, a categoria e o Sindicato dasEmpresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setrans-Bel) se reúnem na sede da Superintendência Regional do Trabalho para discutir as reivindicações. Em seguida, os rodoviários realizam assembleia para decidir se iniciam a greve ou não. Segundo Edberto Santos, diretor de imprensa do Sindicato dosRodoviários de Belém, a categoria luta por um reajuste salarial de 10%. “Nossa proposta era de um reajuste de 20% no início, mas já reduzimos isso em 50%, justamente para tentar chegar a um acordo. Os rodoviários estão fazendo um esforço para não chegar a paralisar, sabemos que a população não pode pagar por isso”, afirmou.
Além do reajuste, a categoria também pede aumento no valor do ticket alimentação, de R$310 para R$450. Segundo Edberto, caso não haja uma proposta satisfatória para os rodoviários, a partir de amanhã, Belém deve amanhecer sem ônibus. “Seriam quase vinte empresas de ônibus paradas e cerca de nove mil rodoviários”, afirma.
Quem depende do transporte público já teme a possibilidade de ter que enfrentar uma greve de ônibus. “O maior dos problemas é o atraso. Todo mundo tem hora para trabalhar, estudar. Todos aqueles que necessitam do transporte infelizmente ficam a mercê dessa situação”, diz a universitária Fernanda Melo. A estudante Rosa Lima ressalta outras consequências que a greve pode trazer: “isso pode resultar em um aumento da passagem de ônibus. Essa é a maior preocupação”.
Segundo Paulo Gomes, presidente do Setrans-Bel, o valor de reajuste solicitado pelos rodoviários está além do possível para o momento. “Um reajuste de 10% não é viável para o Setrans-Bel. É duas vezes o valor da inflação do período. Nossa proposta era de um reajuste de cerca de 5%”, disse. Ontem, o sindicato iria elaborar uma proposta para ser apresentada na reunião de hoje. (Diário do Pará)
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