Amanhã, às 16 horas, será feito o anúncio público de apoio do PT e do deputado Alfredo Costa a Edmilson Rodrigues, no hotel Regente (Av. Gov. José Malcher, entre Rui Barbosa e Benjamin Constant). Além do PC do B e do PSTU, Leny Campelo e o PPL já se alinharam e a Assembleia de Deus também comunicou que está unida no apoio total ao candidato do PSOL à prefeitura de Belém. Hoje, em plena sessão da Alepa, o deputado João Salame (PPS), prefeito eleito de Marabá, declarou seu apoio a Edmilson.
Zenaldo Coutinho (PSDB), além da ampla coligação (PSDC / PMN / PTC / PSB / PRP / PSDB / PSD / PT do B), tem o apoio ostensivo do governador Simão Jatene, que está cuidando pessoalmente da articulação com os outros partidos. A irresistível atração dos partidos pelas benesses governistas pode funcionar como polo determinante da vitória de Zenaldo.
Mas aí é que se insere o imponderável. Não é segredo que Arnaldo Jordy (PPS) saiu magoado da disputa, em que foi jogado às piranhas pelo governo (até o vice-governador Helenilson Pontes, que é do seu partido, viajou para o Exterior na reta final das eleições). O controle da Secretaria de Saúde talvez não seja suficiente para mantê-lo na aliança.
Por sua vez, o PMDB e Priante saem chateados com a derrota e alarmados com a possibilidade de hegemonia tucana na Região Metropolitana de Belém (já têm Ananindeua e Marituba) e Santarém, os maiores colégios eleitorais do Pará. E não querem, é lógico, ficar por baixo nas composições para 2014. Daí que já começaram a fazer exigências que incluem a presidência da Alepa. Além de vaga no TCM, é claro.
O PP é uma incógnita. Dirigido por Gerson Peres, que está ansioso pela fatia negociada na máquina estadual, é ruim de voto. Só fez um vereador em Belém, Wandick Lima – cuja liderança é pessoal, resquício de sua trajetória como jogador de futebol – e, por sua vez, o fenômeno Jefferson Lima sabe que seu desempenho nas urnas nada tem a ver com o partido que lhe deu legenda e já avisou que não será tutelado. Vai decidir sozinho quem apoiar no segundo turno. É aí que a porca torce o rabo, como diz o caboclo. (Blog da Franssinete Florenzano)
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