Os médicos anestesiologistas que atendem a rede municipal de saúde de Belém suspenderam as atividades na manhã desta segunda-feira (1º) em todos os hospitais que têm convênio com o SUS. Os profissionais só atendem os casos de urgência e emergências nesses hospitais. Além das péssimas condições de trabalho, os anestesiologistas ligados à Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas no Estado do Pará alegam que estão com os salários atrasados desde junho.
'A Sesma não está honrando o nosso contrato e já tomamos algumas providências, como procurar o Ministério Público Estadual e o Federal e entrar com uma ação na Justiça para que o município nos pague logo', explicou ao Portal ORM o médico Luís Paulo Mesquita, diretor-presidente da Coopanest. Ainda de acordo com Mesquita, a categoria também já suspendeu o atendimento nos prontos-socorros da Travessa 14 de Março, do bairro Guamá e do distrito de Mosqueiro.
'Não vamos trabalhar, porque os hospitais não oferecem condições para isso, os equipamentos existentes não funcionam adequadamente. A mais prejudicada nisso tudo acaba sendo a população', desabafa.
Em nota enviada ao Portal ORM, a Sesma informou que 'está trabalhando da melhor forma, recebendo as reivindicações da Sociedade Paraense de Anestesiologistas, para que o problema da paralisação seja resolvido o mais rápido possível'. A Secretaria disse ainda que todas as denúncias apresentadas pela Sociedade sobre equipamentos parados no Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, não procedem e que enviará fotos e relatórios para a Sociedade e o Conselho Regional de Medicina comprovando o funcionamento de todos os equipamentos.
Apenas no mês de setembro, segundo a Sesma, mais de 100 procedimentos cirúrgicos foram realizados no PSM do Umarizal. A Sesma ressaltou que tem interesse em refazer o contrato de prestação de serviços com a categoria, vencido no último dia 16 de setembro, mas que até o momento a Sociedade ainda não enviou documentos para a renovação do mesmo.
(Portal ORM)
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