O Brasil registra avanço no combate à fome e os programas sociais de combate à pobreza lançados no governo do presidente Lula e aprimorados no governo da presidenta Dilma, já se tornaram referência mundial. A constatação está no relatório Estado da Insegurança Alimentar no Mundo - 2012, da FAO-ONU, divulgado nesta terça (9.10) em Roma.
Ao mesmo tempo, a produção industrial em alta e a inflação dentro da meta – apenas 1% acima do centro –, num mundo em crise e sem sinais de recuperação imediata, só podem ser lidas como boas notícias.
Vistas em conjunto, a notícia do avanço no combate à fome e o sucesso dos programas sociais, de um lado, e o crescimento da produção industrial, a redução dos juros e inflação sob controle, mais investimentos do governo e do setor privado em infraestrutura, de outro, são constatações muito positivas da consolidação do programa de governo do PT, de crescimento com distribuição de renda e diminuição das desigualdades internas.
Pelos dados constantes do documento, o Brasil reduziu de 14,9%, no período de 1990 a 1992, para 6,9%, nos anos de 2010 a 2012, o percentual de subnutridos. Nada mau. Uma reduação de 53,7%. Apesar disso, segundo os dados que constam do relatório, cerca de 13 milhões de pessoas ainda passam fome ou sofrem com desnutrição.
Mas aí, é preciso irmos com cuidado. Não sabemos, por exemplo, se os dados da FAO contemplam aqueles apresentados pelo governo recentemente, de que, entre os meses de junho e setembro, com a adoção do Brasil Carinhoso, 8,7 milhões de brasileiros e brasileiras deixaram a pobreza extrema. Se estes números não estão considerados no estudo da FAO, a pobreza extrema no Brasil pode ter se reduzido ainda mais. E estou certo que a presidenta Dilma vai conseguir eliminá-la, se não completamente, pelo menos até um ponto em que ela possa ser considerada residual, durante o seu governo. (Blog do Zé Dirceu)
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