Ao lado de Jose Bonifácio, Caxias, Tamandaré, Rio Branco e Santos Dumont, o Supremo entronizou Roberto Jefferson no Panteão dos Pais da Pátria! Merece um busto ao lado do JK, na Praça dos Três Poderes, entre o Planalto e o Supremo. Com a frase lapidar de Marco Aurélio (Color de) Mello: “este homem prestou um grande serviço à Pátria.”
É como se houvesse um busto de Al Capone na porta da Receita Federal, em Washington. Depois do “povo na TV”, Jefferson jamais imaginou que pudesse ser um astro global.
O que disse o advogado de Jefferson, na defesa oral diante de Ministros (extasiados) do Supremo ? Que não houve mensalão (mas isso o Supremo desconsiderou). E acusou Lula de ser o chefe da quadrilha. Mas, Lula é “safo”, disse ele ao repetir expressão de Marco Aurélio (Collor de) Mello. E olhou para (Collor de) Mello, que, em resposta silenciosa, sorriu com cumplicidade.
O advogado de Jefferson acusa Lula de ter beneficiado banco mensaleiro na operação de crédito consignado. No dia seguinte, Ataulfo Merval de Paiva, que a Presidenta Dilma corre o risco de nomear para o Supremo, apontou na CBN e no Globo: Lula vai afundar no crédito consignado.
A fúria pigânica aguarda o nordestino que não fala inglês. Como se sabe, com a condenação do Dirceu, agora o Golpe brasiguaio se dirigirá a Lula. Em seguida, com Fernando Pimentel, subirá a rampa contra Dilma. A Presidenta Dilma não será poupada. A imagem de gerente acima do bem e do mal, acima do bem e do mal do PT, é muito apropriada a áulicos. Mas, não cola na Globo.
A Globo não tem amigos. Tem interesses, como aquele presidente americano. Não adianta o PT ser o partido mais votado e o PSDB estar a caminho do buraco. Não adianta a Dilma ter 99% de aprovação popular. A combinação Globo-Supremo-PSDB de São Paulo controla as rédeas do poder. Ninguém manda o Lula e a Dilma adotarem a política de contemporizar com o PiG, observou o Rodrigo Vianna.
O povo vota de dois em dois anos. O PiG vota 365 x 24. E o Supremo está lá, firme e forte, em defesa dos “valores” do Cerra. Às favas com as provas ! (Paulo Henrique Amorim)
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