Neste domingo, 138.544.348 brasileiros vão a uma das 501.923 urnas para escolher entre os 480 mil candidatos, 5.568 prefeitos e 57.434 vereadores. Mais de 7,7 milhões de eleitores serão identificação pela tecnologia da biometria. Só não vão votar neste pleito municipal os eleitores do Distrito Federal e de Fernando de Noronha, onde não há representantes desses cargos, e aqueles que estão cadastrados para votar no exterior, que só escolhem o presidente da República. De resto, em toda região, até na mais remota do Brasil, vai ter uma urna esperando o voto do brasileiro. E o resultado vai ser conhecido em tempo recorde, pelo menos é o que espera o Tribunal Superior Eleitoral.
O Tribunal revela que estas serão as maiores eleições informatizadas já realizadas no Brasil e no mundo. Quem é que não se lembra da época em que o voto era manual e sua conferência era feita voto por voto e demorava dias, às vezes semanas para se saber o resultado das eleições. E quem é que não se lembra também que, naquela época, quando anunciavam os resultados prévios, os “atrasos” eram sempre gerados na região amazônica, sem dúvida a de mais difícil acesso não só para os eleitores, mas, principalmente para os tribunais regionais eleitorais, cujos técnicos iam de barco, avião, lombo de burro e a pé buscar as urnas.
Mas com a invenção da urna eletrônica tudo ficou mais fácil. As áreas mais remotas do país, nas quais se localizam reservas indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos, colônias e vilarejos, serão as que transmitirão com mais agilidade os resultados da votação nestas eleições municipais. Isso porque, após o término da votação, os votos depositados nas urnas eletrônicas destas localidades serão transmitidos para a central de dados da Justiça Eleitoral por meio de satélite, em questão de segundos, para totalização.
Segundo dados da Coordenadoria de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, nestas eleições a Justiça Eleitoral contará com 1.346 pontos de transmissão via satélite. O Pará terá 355 pontos, ficando atrás apenas do Amazonas, com 399 pontos. (DOL)
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