O histórico de doença respiratória na família fez com que o funcionário público Adriano Hermes, 46, parasse de fumar 60 cigarros por dia. Ele fumou durante 22 anos e há dez anos não sabe o que é colocar um cigarro na boca. Hermes vivenciou de perto as consequências provocadas pelo vício. O pai morreu em virtude de um câncer no pulmão – associado em 90% dos casos ao consumo de tabaco. O Pará registrou 41,7% dos casos da neoplasia em toda a Região Norte.
O Instituto Nacional do Câncer estima que este ano, 170 novos diagnósticos sejam realizados na capital paraense. Segundo o Hospital Ophir Loyola, 99 casos foram registrados em 2008, sendo 70 em homens e 29 em mulheres.
O número elevado dessa especificidade oncológica no Pará pode ser justificado pelas notificações da doença, quase que inexistente nos demais estados da Região Norte. O Estado possui menos de dez cirurgiões torácicos. A quantidade ainda é insuficiente em relação à população, porém, é a maior dentre os estados da Região. “Só Belém e Manaus têm profissionais que residem nos estados. Nos outros, eles têm que vir de fora e em alguns estados, nem isso”, compara o oncologista torácico Antonio Bomfim. (DOL)
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