terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estudante é ouvido sobre caso de racismo na Uepa

A Uepa ouviu na manhã desta terça-feira (18) o estudante Paulo de Paula, testemunha da acusação de racismo contra um vigilante, ocorrido no portão da instituição na última sexta-feira (14). Acompanhado pelo advogado, o estudante não quis conversar com a imprensa e prestou esclarecimentos ao ouvidor da Uepa, professor Lairson Cabral.

O advogado do estudante, Thiago Delduque, explicou que Paulo apresentou um documento por escrito ao ouvidor, relatando o fato ocorrido na sexta. 'É importante ressaltar que esse é um procedimento preliminar da ouvidoria, que escuta as pessoas envolvidas no fato. O Paulo optou por entregar um documento por escrito para não ter que ficar muito tempo respondendo as perguntas do ouvidor', explicou o advogado, que também vai representar o vigilante vítima de racismo. 

Delduque adiantou ainda que deve entrar com uma petição junto à delegada que acompanha o caso para que ela insira nos autos o crime de injúria praticado pela professora contra o estudante. 'Ele também ouviu palavrões e xingamentos', explica.

Após o procedimento, o ouvidor da Uepa explicou que a instituição deve ouvir os envolvidos para depois abrir um processo administrativo que vai apurar o caso. 'Vamos ouvi-los, reunir as provas e os depoimentos e elaborar um documento', explica. O relatório deve ser encaminhado à reitoria da Uepa, que deverá nomear uma comissão.

O prazo para o envio desse relatório é de 30 dias, mas Cabral prevê que ele será elaborado antes do previsto. 'A comissão é quem vai decidir o futuro da professora. Conforme previsto no Regime Jurídico Único dos servidores do Estado, ela pode levar advertência ou até mesmo uma suspensão, mas isso quem decide são eles', finaliza. A professora Daniela Cordovil, de 34 anos, deve ser ouvida na manhã desta quarta-feira (19), a partir das 10h.
(Redação Portal ORM)

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