O desafio que a presidenta da República propõe é que o nosso partido acompanhe, compreenda e se entrose e se integre cada vez mais a esta nova classe trabalhadora que vem sendo chamada comumente de Classe C.
Como aconteceu na década de 70, quando a classe trabalhadora expressa no novo sindicalismo do ABC e na liderança do então sindicalista Lula deu origem ao PT e depois à CUT. O pronunciamento da presidenta é um verdadeiro alerta.
É uma advertência para o fato de que sem encararmos e sem superarmos este desafio não vamos conseguir dialogar com o que se convencionou chamar de nova classe média ou C e, de forma decisiva, como sempre fizemos, contribuir como disse ela para que as mudanças não sejam apenas nos hábitos de consumo.
Presidenta traçou até o roteiro em que devemos nos engajar
O mesmo vale para a sua proposta de encarmos a tarefa de repensar o Brasil nesse novo mundo que surge. Um mundo com a China cada vez mais atropelando as demais potências econômicas e a caminho de se tornar a número 1, e com o impacto cada vez maior da revolução tecnológica, particularmente nos meios de comunicação com a convergência das novas tecnologias.
O proposto por ela é um desafio que implica, a nós petistas, entendermos, discutirmos e encontrarmos as melhores alternativas para o nosso país neste quadro de crise do capitalismo; ascensão dos emergentes; e necessidade de intensificação da integração sulamericana.
E discutirmos e enfrentarmos, também, a nova-velha hegemonia diplomática, militar e comercial das potências nucleares e econômicas expressas nas intervenções militar na Líbia, e agora, política na Síria, para citar apenas algumas questões cruciais que o PT e o Brasil precisam rediscutir.
As tarefas para os agentes das mudanças - o PT e os trabalhadores
Assim, não podemos perder de vista a importância do discurso da presidenta, já que ela se dirigiu ao sujeito histórico das mudanças que ocorrem no país, ao PT e aos trabalhadores, e nos deu tarefas estratégicas e não apenas as do dia a dia, por mais importantes que estas sejam.
No discurso a presidenta estabeleceu, assim, um desafio estratégico ao PT. Enfrentá-lo é uma condição fundamental para que o partido continue liderando as mudanças que iniciou há 32 anos, o que, na prática, significa também, sua própria sobrevivência como partido hegemônico da esquerda brasileira. (Blog do Zé Dirceu)
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