sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O religioso e o profano no Auto do Círio

Teatro, dança, música: todas as artes se juntam numa homenagem alegórica, a céu aberto, para a padroeira dos paraenses
Alegorias, cores vivas, diversidade cultural e fé. O lúdico e profano traduzem o cortejo pelas ruas da Cidade Velha em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Artistas profissionais e amadores unidos numa encenação a céu aberto. Hoje, o Auto do Círio vai, mais uma vez, misturar o popular com o erudito, a oração com a dança, a fé com a alegria, o crente com o ateu e, assim, reiterar o congraçamento e a possibilidade de convivência respeitosa e pacífica dos atores sociais. O cortejo inicia a partir das 19h e segue pelas ruas da Cidade Velha.
São 18 anos de tradição. Cerca de 500 artistas estão envolvidos diretamente no espetáculo. Este ano, estima-se um público espectador que ultrapasse 15 mil pessoas, número registrado em 2010. De acordo com o diretor do espetáculo, Beto Benone, o destaque deste ano é o lançamento do samba-enredo da agremiação Bole-Bole, que homenageia os 50 anos da Escola de Teatro da UFPA. Além da escola, participam também a Quem São Eles, a escola de dança Ballare, quadrilhas, cordões de pássaros, bois e grupos de dança.
Este ano, a temática do evento é "Auto do Círio - Drama, Fé e Carnaval em Belém do Pará". Segundo Beto Benone, o espetáculo vai fazer um resgate cultural. "Vamos reviver os Círios do início do século que acontecian no Largo de Nazaré, no período da Belle Époque, quando durante as festividades, o Largo se enchia de danças folclóricas", afirma o diretor.


Jornal O Liberal

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