quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Deputado na Mídia - Estadão

MARTA SALOMON - Agência Estado

A compra de terras no País por empresas brasileiras com controle de capital estrangeiro fica limitada a 50 quilômetros quadrados (ou 5.000 hectares), de acordo com o projeto de lei apresentado hoje na subcomissão da Câmara que analisa limites para estrangeiros em negócios com imóveis rurais. 

O texto, apresentado pelo relator Beto Faro (PT-PA) com o aval do Palácio do Planalto, já enfrenta o lobby do agronegócio, que pretende ver abolidas as restrições impostas a empresas brasileiras com capital estrangeiro. A votação do projeto foi adiada por duas semanas, tempo que será consumido em nova rodada de negociações. 

O projeto de lei apresentado hoje é mais um capítulo - o mais importante até aqui - no debate sobre limites para compra de terras por estrangeiros. Em agosto de 2010, a Advocacia-Geral da União publicou parecer submetendo as empresas brasileiras com capital estrangeiro às mesmas restrições fixadas desde 1971 à compra e ao arrendamento de terras no País para pessoas físicas ou empresas estrangeiras. 

Beto Faro avalia que o parecer da AGU criou "uma grande instabilidade jurídica" nos negócios, com danos a investimentos no agronegócio. Seu relatório anistia os negócios feitos até 23 de outubro desde ano, mas restabelece as restrições para o futuro. Essas restrições são mais liberais do que a proposta em debate interno no governo, mas ainda assim desagradou grande parte da Comissão de Agricultura. "Do jeito que está, não passa", sentenciou o deputado Homero Pereira (PR-MT), presidente da subcomissão encarregada de dar uma solução ao problema.

O relatório estabelece limite de até 25 quilômetros quadrados para a compra de terras por pessoas físicas e empresas estrangeiras, sejam essas terras contínuas ou não. O limite maior vale apenas para as empresas brasileiras com controle de capital estrangeiro.

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