"As tarifas cobradas pelos bancos são estarrecedoras! É um roubo o que esses bancos cobram para administrar os fundos de rendimento. Enquanto no exterior as taxas variam entre 0,2% e 0,3%, no Brasil os bancos chegam a cobrar 3%", criticou a presidenta Dilma Rousseff. Ela frisou, ainda, ter como prioridade juros compatíveis com os padrões internacionais (algo em torno de 2% ao ano).
A presidenta Dilma continua a toda em sua batalha contra os juros altos e as tarifas de serviço cobradas pelos bancos privados no Brasil. Matéria de O Globo neste sábado sobre a reunião do Conselho Político do Governo traz que os líderes da base aliada ficaram impressionados com a segurança e a determinação da nossa presidenta.
Ao pedir o apoio das lideranças partidárias para as novas regras de correção da poupança, a chefe de Estado listou os principais desafios a serem enfrentados: os juros altos, a valorização cambial e os impostos mal distribuídos. "Não estou aqui para vender facilidade, e sim para fazer a coisa certa. A taxa de juros não pode ficar como está", disse a presidenta.
A mudança na política de remuneração da poupança, protegendo o estoque atual, ao mesmo tempo que abre caminho para uma redução ainda maior da taxa Selic (taxa básica utilizada como referência pela política monetária, fixada pelo Banco Central), vem acompanhada da notícia de que o governo não aceitará mais a cobrança de taxas escorchantes pelos serviços bancários. Em seguida, o governo vai enfrentar a questão tributária, particularmente sobre os bens de primeira necessidade e as altas alíquotas sobre energia e telecomunicações.
O alcance histórico para o Brasil da redução dos juros nos bancos públicos, do crédito pessoal, do crédito imobiliário e agora do cheque especial, já está comprovado. Igualmente importante é a conscientização do nosso povo a respeito dos efeitos desastrosos que os altos spreads cobrados pelos bancos provocam no país.
Vivemos sob uma verdadeira drenagem dos recursos públicos para o pagamento dos juros da dívida interna. Segundo o economista especializado em finanças pública Francisco Castro (leia mais), somente em 2011 o setor público brasileiro pagou em juros de sua dívida R$ 236,7 bilhões, quase 6% do PIB.
A batalha pela redução dos juros com seus reflexos no câmbio muda o curso da política econômica e cria as condições para o país dar seu verdadeiro salto em educação e inovação, sem o que não sobreviveremos no mundo atual. Um mundo cheio de desafios, em que a guerra comercial e cambial é administrada pelos governos e por políticas fiscais e monetárias que favorecem o capital financeiro e a hegemonia comercial e tecnológica dos países ditos desenvolvidos.
Derrubar a taxa Selic é essencial para acabar com uma situação lesiva ao país e ao povo brasileiro. Cobrar e pressionar os bancos a diminuírem seus spreads e taxas de serviços é parte de uma política que a presidenta vem implementando com determinação. Ao fazer isso, Dilma Rousseff enfrenta interesses poderosos como o da comunidade financeira, dos rentistas, da oposição e da grande mídia. Basta ver como eles estão desorientados para perceber o que está acontecendo com o país neste momento. Em compensação, a presidenta sabe que pode contar com o nosso apoio e de todo o povo brasileiro. (Blog do Zé Dirceu)
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