quinta-feira, 26 de abril de 2012

ESTUDANTES CHILENOS LEVAM 40 MIL ÀS RUAS ÀS VÉSPERAS DE REFORMA

Ao menos 40 mil pessoas saíram às ruas de Santiago nesta quarta-feira, às vésperas do anúncio de uma reforma que diminuirá o custo do financiamento estudantil, mas que não vai tornar a educação gratuita no Chile. Houve alguns confrontos com a polícia, mas o protesto, à diferença do realizado no mês passado, foi em geral pacífico.


Desde o ano passado, os estudantes chilenos vêm saindo às ruas pela mudança no sistema educacional. Há oito meses, um deles — Manuel Gutiérrez — morreu. Entre as demandas, está a gratuidade do ensino. O presidente Sebastián Piñera recusou a proposta, mas adiantou nesta quarta-feira duas propostas.

Uma aumentará consideravelmente o número de bolsas para os universitários. A outra vai diminuir de 6% para 2% os juros que os bancos cobram dos empréstimos a estudantes, que são garantidos pelo Estado.

— O senhor Piñera manifestou que a educação é um bem de consumo, mas nós entendemos que é um direito universal, e não queremos trocar dívida por dívida, que é o que nos propõe o Ministério da Educação — afirmou Gabriel Boric, presidente dos alunos da Universidade do Chile. (O Globo)

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